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LABORATÓRIO DE SOCIOLOGIA NÃO EXEMPLAR

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IFCH - UFRGS

Ativismo e políticas públicas durante a pandemia

Por Camila Penna, professora do Departamento de Sociologia da UFRGS. 

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Interseções entre estudos sobre movimentos sociais e estudos sociais de ciência e tecnologia

Até 15/10, Revista Debates Insubmissos recebe propostas de artigos para dossiê

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Além da forma-movimento: compilações do Movimento dos Pequenos Agricultores

Um texto que reúne discussões do grupo. Por Priscila Delgado de Carvalho 

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Circuito Acadêmico

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Por Edmar M. Braga Filho, entrevista publicada por página mantida pelo IFCS-UFRJ

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NOSSA HISTÓRIA

Our history


A trajetória do grupo é marcada primeiramente pela exploração de questões relativas ao universo rural, ao Estado e as ações coletivas em países da américa latina e da África. Lugares e situações sociais que tradicionalmente evocam descrições orientadas pelas narrativas sociológicas da falta, da ausência ou do desvio em relação a padrões de organização política, de desenvolvimento econômico ou mesmo de moralidade. Ou seja, somos um grupo de pesquisadoras que por muito tempo foi definido pelos seus próprios pares como periféricos em relação aos temas e processos fundamentais das disciplinas. Nossa posição em termos de pesquisa é de romper com este tipo de explicação sociológica justamente porque ela se orienta por uma narrativa exemplar da sociologia que somente consegue ler os processos sociais ao compará-los com o que teria se passado ou na europa ou na américa do norte. A sociologia que chamamos de exemplar converteu os processos que foram e continuam a ser analisados nesses países em centros ou, em nossas palavras termômetros teóricos e analíticos, para analisar a vida social onde quer que ela se desenvolva. Diante desse quadro, o desafio que se impõe é o de construir uma narrativa sociológica por meio de formas teóricas que não se expressem por meio de marcadores sociais orientados por polos positivos e negativos e nem centrais e periféricos. Tal desafio teórico visa, sobretudo, desafiar as formas teóricas correntes a incorporar ao seu escopo situações sociais que são quantitativamente e qualitativamente significativas no mundo contemporâneo, mesmo não estando nos clássicos escaninhos que construímos. A questão central do laboratório de pesquisa sociologia não-exemplar é construir formas narrativas próprias, inovadoras e instáveis por meio de objetos que forneçam alternativas claras a conceitos como periferia, atraso, desenvolvimento, clientelismo, populismo, movimentos sociais, rural, urbano, cultura entre outros.

We are interested in issues related to the rural universe, the State and collective action in Latin America and Africa. Places and social situations that traditionally evoke descriptions guided by the sociological narratives of the lack, absence or deviation from patterns of political organization, economic development or even morality. Our researcher interestes are usually defined by academic peers as peripheral in relation to the fundamental themes and processes of the social sciences disciplines. Our position in terms of research is to break up with this type of sociological explanation precisely because it is guided by an exemplary narrative of sociology that can only read social processes when comparing them to what would have happened either in Europe or in North America. The sociology we call exemplary has converted the processes analyzed in these countries as the core references or, in our words, theoretical and analytical thermometers to analyze social life wherever it develops.
The challenge is to build a sociological narrative through theoretical forms that are not expressed through social markers guided by positive and negative, neither central and peripheral poles. This theoretical challenge aims, above all, to challenge current theoretical forms to incorporate social situations that are quantitatively and qualitatively significant in the contemporary world, even though they are not in the classic bins we have built. The central issue of the Non-exemplary Sociology Research Laboratory is to build its own, innovative and unstable narrative forms through objects that provide clear alternatives to concepts such as periphery, backwardness, development, clientelism, populism, social movements, rural, urban, culture among others. 

Política teórico-metodológica

Theoretical-methodological politics

O grupo inspira-se e busca dialogar intensamente com diversos movimentos teórico-metodológicos e políticos de dentro e de fora da sociologia, tais como as sociologias do Sul, estudos pós-coloniais, subalternos e decoloniais, epistemologias feministas, teoria do ator-rede e estudos sociais da ciência, pois neles encontramos críticas fundamentais às narrativas hegemônicas centradas e reduzidas em termos como modernidade, racionalização, secularização, proletarização e desenvolvimento que hoje dominam a sociologia e as ciências sociais em geral. Deste diálogo emergem os seguintes desafios: 
  • Desenvolver uma crítica aguçada da produção hegemônica do conhecimento em ciências sociais
  • Não considerar que o mundo social seja um dado, mas que ele produzido por nossas próprias pesquisas e teorias
  • Subverter objetos de pesquisa estabilizados pelas teorias clássicas e contemporâneas
  • Criar métodos alternativos de pesquisa que permitam a emergência de novos objetos
  • Criar e dar agência a objetos de pesquisa que se definam pela heterogeneidade e não pela singularidade
  • Dialogar simetricamente com as ciências sociais produzidas fora da Euro-América



The group is inspired by several theoretical-methodological and political movements such as Southern sociologies, post-colonial, subaltern, and decolonial studies, feminist epistemologies, actor-network theory and studies of social aspects of science. Each of these perspectives offer fundamental critical assessments to hegemonic narratives of modernity, rationalization, secularization, proletarianization and development that today dominate sociology and social sciences in general. Our dialogue with those approaches emerges from the following challenges:

  • Developing a sharp critique of the hegemonic production of knowledge in social sciences

  • Not considering that the social world is given, but that it is produced by our research and theories

  • Subverting research objects stabilized by classical and contemporary theories

  • Creating alternative research methods that allow the emergence of new objects

  • Creating and enabling agency to research objects defines by heterogeneity and not by singularity. 

  • Establishing symmetrical dialgue with the social sciences produced beyond Euro-America. 

Foto: Ativista do Ekta Parishad Movement - Gwalior / India 2010. Por Marcelo Rosa 
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INTEGRANTES

Who we are

Camila Penna

Professora - Sociologia - UFRGS

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Priscila D. Carvalho

Pesquisadora - INCT/ UFMG

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