Marcelo C. Rosa

Após ter feito pesquisas sobre o MST, sindicalismo rural  e outros movimentos de sem-terras nas suas relações internas e com o Estado por mais de uma década, viajei em 2005 para a África do Sul onde acompanhei um intercâmbio entre os militantes sem-terra dos dois países. Da relação e dos desentendimentos desencadeados por aquela experiência de pesquisa, passei a me dedicar a pensar os desafios, limites e vergonhas de se fazer sociologia em contextos que são ignorados pela disciplina. Desde então me dedico a uma dupla tarefa: ensinar e debater teorias sociais contemporâneas do sul e do norte na busca de seus limites heurísticos e pesquisar a vida e as biografias de abahali basemapulazini, palavra em isiZulu que descreve os moradores negros que vivem em fazendas de brancos na África do Sul. Destas experiências surgiram o termo Sociologia-não-exemplar e também o objeto “Sociologia da Terra”.

Em 2012 fundei com os professores Sam Moyo (Zimbabwe), Paris Yeros e Antonádia Borges (Brasil), Praveen Jah e Sandeep Chachra (India), Dzodzi Tsikata (Gana) a revista Agrarian South: jornal of political economy (http://ags.sagepub.com/), a primeira revista internacional dedicada exclusivamente ao debate sobre as questões da terra nos países do sul.

cv

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